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MALHAÇÃO DE JUDAS LEVA CENTENAS DE PESSOAS ÀS RUAS DE CACHOEIRA

April 23, 2019

MALHAÇÃO DE JUDAS LEVA CENTENAS DE PESSOAS ÀS RUAS DE CACHOEIRA. Realmente, essa tradição vem sendo mantida em Cachoeira Alegre graças ao empenho de alguns abnegados senhores que valorizam o folclore, gostam de festejar a vida com os amigos e “zoar” os personagens ou personalidades de Cachoeira Alegre, do Município, do estado e, às vezes, do Brasil. Sejam eles desafetos ou não, adversários políticos ou não, jogadores de futebol e outros tantos. Mas, os que são mais lembrados, sem dúvidas são os políticos.

       Os ex-presidentes José Sarnei, Fernando Henrique, Fernando Collor, Luiz Inácio Lula da Silva, os prefeitos do município e vereadores que compõem a Câmara Legislativa. Desta feita, um vereador em exercício foi “homenageado”. Há quem goste da brincadeira e leve na esportiva, mas há também aqueles que não aprovam a ideia, reclamam e acham ruim com os organizadores. Esses, são lembrados no ano seguinte.

        Ser motivo de chacota, ser malhado em Praça pública, ser alvo de ferrenhas críticas, não deve ser mesmo agradável. Contudo, se as normas é repetir a dose para aqueles que desaprovam a ideia, o melhor é entrar no clima e participar da festa, como fazem alguns.

       

 

 

     Os organizadores saem às ruas, na calada da noite e “roubam” carros, charretes, as cadeiras que encontram nas varandas ou outros objetos que são encontrados nos quintais e que oferecem facilidade de serem levados, para constituir o patrimônio de Judas. A Quinta do Judas, outrora, era na Praça da Figueira, com o passar dos tempos e a mudança dos líderes, o local passou a ser a Rua Souza Aguiar, nas proximidades do Estádio Nicássio dos Santos, o campo do Tupi F. C. Lá, reúne todo os bens móveis de Judas que são “adquiridos” durante a noite.

       Por volta das 05:00 horas da matina, já se ouve o barulho dos fogos, mais tarde, a churrasqueira é acesa, chega o sanfoneiro Mateus, os batuqueiros, e a Charanga de Sebastião Jaques que fazem a apresentação dos tradicionais cantos folclóricos e só depois de devolver cada objeto levado das casas, aos seus respectivos donos, sai o cortejo pela Rua Padre Nonato, Manoel Fernandes, Mario Ribeiro, Padre Messias e retornam à Praça, onde é feita a leitura do Pasquim e o judas é queimado.

       Durante esse percurso, toda a comitiva tem pedaços de paus que vai malhando o Judas; param na Praça Maria Arquetti para se reabastecerem, arrecadar algum dinheiro para comprar aguardente e cervejas que serão consumidas até o final da festa.

       No passado, grandes entusiastas dessa festa, levavam alegria e descontração ao cachoeirense na manhã de domingo da Páscoa. João Pedro de Oliveira, (o João Pedrinho), Joaquim de Souza Aguiar (o Cadágua), João Soares (responsável pela confecção e leitura do Pasquim). Alguns anos depois, filhos de Cachoeira, radicados em Brasília, se encarregaram de manter a tradição, dentre eles, podemos destacar: Beto do Antônio Garcia, Jucimar (Cimar), Tereza Cristina Delgado Alvim e outros. Atualmente, os festejos acontecem, graças à abnegação de poucos senhores. Dentre eles, podemos destacar o Kaím (filho de Turino) e o Gaiola que confeccionam o boneco Judas e muito se empenham para que a tradição seja mantida.

Fernando M. Ribeiro

 

 

 

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