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September 4, 2019

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FIM DA ESCRAVATURA. SERÁ QUE DEIXAMOS DE SER ESCRAVOS?

     No dia 13 de maio comemoramos a Abolição da Escravatura! Será que deixamos de ser escravos? Leia com atenção esse artigo, reveja seus conceitos, faça uma autoanálise, vê se você se identifica com o texto escrito e responda.  

 

REPÚBLICA DOS CAMALEÕES

    Vivemos num mundo onde o determinante de nossas ações deixou de ser nossa vontade e nossos sonhos, e sim, as necessidades do mercado. Respiramos dentro de uma máquina que possui muitas peças, ou seja, nós abrimos mão de nosso intelecto para sermos reduzidos a peças de engrenagem de fácil reposição.

     “É preciso aumentar a produtividade”: paradigma de nosso mercado, ou de nosso planeta, tanto faz. Temos que centralizar nossas ações no trabalho. Satisfação é fundamental, desde que gere produção, “senão vira coisa de filósofo”. Devemos ter um preço competitivo, então receberemos aquém do justo, “mas não tem problema, pois ganharemos em volume.

       Como se um médico pudesse acelerar a linha de produção. “Mas o senhor não quer? Ah, então há quem queira! Fecha-se um convênio vil com valores vis com a “esperteza” de ganhar o mercado. Isto não produz outra coisa que a desvalorização da dignidade dos médicos em sua mais ampla concepção.

       Vamos ter que atender a nossa função de peça de máquina. E como vamos aumentar a produtividade se vamos almoçar em casa? Viva os fast food e os self-services! Família está fora da máquina. “Um dia a gente arruma uma horinha”.

        Quanto mais penetramos numa estrutura produtiva como meros elementos, mais perdemos a identidade. Mais iremos lutar por uma tarefa que não é nossa, mas de alguém que desconhecemos. Trabalhamos muitas horas por dia pois nossos honorários são péssimos, precisamos sustentar nossos gastos.

       Quanto mais trabalhamos, mais perdemos a noção de quem somos, do que queremos, do que realmente precisamos para viver. Estamos, assim, um papel de uma personagem que não é nosso, mas de um autor do teatro do absurdo. Quanto melhor desempenhamos nosso papel, menos percebemos quem é o ator e quem é a personagem. E ainda pior, transitamos no mesmo cenário e vestimos o mesmo figurino. Mas isto tudo é bobagem, não dá para ficar pensando muito senão você pira!

       Vivemos uma revolução tecnológica e achamos que evoluímos. Realmente ninguém pode negar a extraordinária revolução tecnológica com recursos que ficções científicas jamais ousaram sonhar. Mas, não podemos negar que se Chaplin estivesse entre nós, não se inseriria em uma engrenagem, mas conectaria cabos do computador em sua cabeça, acessaria a internet e ainda faria um “download” do seu filme favorito.

       Por que evoluirmos tecnicamente e permanecermos como uma simples peça do sistema produtivo? Por que não utilizarmos o recurso tecnológico para atender a demanda humana? Mas ficamos criando humanos para satisfazer necessidades tecnológicas e de consumo?

       Amo a evolução tecnológica, absolutamente não sou contra. O que temos que recriar é nossa relação com as estruturas produtivas. Abolir a escravidão é muito mais que uma carta de alforria. É, antes de tudo, se enxergar como um indivíduo, antes de ser consumidor, produtor, vendedor. É descobrir seus desejos, sua história de vida. É brincar com os filhos. É ler uma poesia. É trabalhar com dignidade. É compreender que muito da angústia que sentimos, se origina da incapacidade de perceber que estamos distantes de nós mesmos. Que um dia fomos crianças, brincávamos, sorríamos e tínhamos muitos sonhos a realizar. Hoje, oh... hoje? Não sei. Desculpe-me mas não tenho tempo para isso. Muito obrigado e até mais ver.

Gui Tarcísio Mazzoni Júnior

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