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VER O DIA AMANHECER E VER A VIDA ACONTECER, NUM DOMINGO DE OUTONO

May 27, 2019

       Depois de uma incursão com os dois Hugos - tio e primo – muito especiais, pelas estradas rurais da região – caminhos tão próximos e tão poucos trafegados por nós – com o objetivo de encontrar a Fazenda Barro Branco que meu tio não visitava há pelo menos setenta anos, da qual ele guarda vivas as boas lembranças, passando por moradores atentos, trabalhadores cordiais e operários atenciosos; sempre que abordados acerca da tal Fazenda Barro Branco, as notícias eram as mais diversas.

        Desde que "ela não existira por ali", que "nunca ouviram falar", até de que "estaríamos próximos dela". Circulamos entre as Comunidades do Reduto, Valão, Boqueirão, Perobas, Pouso Alegre, Serrinha, Ponte Vermelha... até que, finalmente, à quatro quilômetros de Patrocínio do Muriaé, encontramos a tão aguardada Fazenda Barro Branco.

       O caseiro, a princípio, desconfiado, nos atendeu no portão de ferro que dá acesso. Depois de conquistar a sua confiança, muito generosamente, abriu de par em par as portas desse “paraíso” que era guardado por uma corrente presa a um cadeado e nos convidou a entrar.

       A casa antiga não existe mais, vimos, com meu tio, as ruínas do que fora uma Casa Grande e bela, construída há mais de um século, nos resquícios de alicerces que ali ainda se encontram. A poucos metros dali, uma casa moderna, também enorme. A água ainda farta continua a correr pelas pedras, formando num enorme declive, - um quase precipício – uma “cachoeirinha”. Aquelas águas, com certeza, já sussurraram muitos segredos aos ouvidos do menino Hugo (meu tio). Deve ter sido uma experiência interessante. Apesar da água continuar a jorrar sem pressa, com sua cantiga de quem sabe que um dia chegará ao mar; o grande açude onde havia jacarés, está seco, sedento talvez de beber um pouco desse líquido precioso que passa tão próximo e não lhe sacia a sede.

        Antes de se entregar ao mar, essa água que forma um pequeno riacho se renderá a outro rio. Será que ela se junta as águas do meu rio Cachoeira Alegre, que, por sua vez se lançam no Rio Muriaé? O objetivo de todo rio, é chegar ao mar, penso eu. Uns parecem ter mais pressa. Outros, nem tanto, e, por isso mesmo, contornando todos os obstáculos, atingem seu objetivo.          As águas do rio Muriaé, fazem um longo percurso. Depois de nascer nas fontes serenas, formam pequeno riacho, enchem grotões, recebem com gosto as águas de outros ribeirões, se avolumam, vão somando forças e saem por aí, levando vida às cidades, irrigando solos, levando a fertilidade aos sertões, porém, com a proposta de chegarem ao oceano.

       Suas águas banham cidades da Zona da Mata Mineira e do Noroeste Fluminense. Às vezes, ameaçam, assustam e até causam muitos transtornos. Mas o que fazer, se dificultam a sua passagem, se roubam-lhe sua área, se invadem e tomam suas margens? É sempre assim: “Água pequena desce cantarolando, se o rochedo a impede de passar; ela o contorna ou o traga. É assim, Nem cataclisma impede tal vocação, é de sua natureza, chegar ao coração do mar é seu destino.

       Será o rio Muriaé, um rio frustrado? “Corro tanto pra chegar e de repente, se detém, sem saber se deve entrar, se deve render-se às águas de outro rio, que ansiosamente o espera para acolhe-lo com seu canto, para envolve-lo num abraço e celebrar a grande festa, com a promessa de que o levará ao mar.

      Sei não! A verdade, é que tão próximo de Campos dos Goitacazes – RJ, o rio Paraíba do Sul, rouba-lhe as águas. Ou não seria um “roubar” e sim uma ajuda àquele rio já cansado de tantos quilômetros percorridos, de tantos maus tratos, para chegar ao mar. O Paraíba do Sul, depois de recolher as águas do Muriaé, desaguam no mar, na bacia de Campos.

       Acho que é assim mesmo a vida dos rios. Não é que o rio de minha Cachoeira Alegre se entrega alegremente, ao rio Muriaé? Não sabes vós, que o meu rio, o rio de minha infância forma (ou formava) uma Cachoeira Exuberante, Extraordinária, Fantástica, Belíssima, uma CACHOEIRA ALEGRE? Sim, foram os índios Purís que assim a denominaram e deram origem a amada Cachoeira Alegre, cantada, exaltada em versos, pelos seus filhos.

       Na altura da Foz do Rio Cachoeira Alegre, mais precisamente na Ponte Vermelha, encerra-se ali, a sina de meu rio. Essa desembocadura não é o fim, apenas uma interrupção, mas, que será levada adiante por outro rio, o – Muriaé - que por sua vez, também se comporta da mesma forma; passando a outro rio – o Paraíba do Sul – a missão de entregar suas águas ao mar.

       Voltando à Fazenda Barro Branco, segundo – Renato – o caseiro; reunindo as águas do inocente riacho, o antigo açude voltará a existir em breve. Antes de nos despedirmos, agradecemos ao rapaz pela acolhida e perguntei quem é o proprietário da Fazenda Barro Branco atualmente, e descobri que o seu dono, mora em frente ao Residencial Manhattan, em Muriaé. Não é que somos vizinhos?

       Caminhamos por essas estradas mágicas que descortinaram no sábado desse outono de maio, pudemos conhecer outras paragens, cenários bucólicos, a singela Capela de Nossa Senhora de Fátima, (foto) na Comunidade da Peroba e retornar felizes, a Cachoeira Alegre. Lá, cantamos parabéns pra minha irmã – Maria do Carmo – seguido dos abraços cortaram o bolo e, assim é que celebramos a vida.

      À noite, uma esticada até ao SESC Muriaé, para mais um “Minas ao Luar”, com direito a show de Moacir Franco, “uma lenda”, disse-me um amigo. Um garoto, digo eu. Agora, depois de participar da Santa Missa na Matriz São Paulo, o domingo é para um descanso, para refazer as energias nessa manhã ainda com névoa, como que a dizer-nos: O inverno está a caminho, enquanto escrevo  e assisto, na TV cultura, o programa de outro ícone brasileiro: Rolando Boldrim, o Sr. Brasil. E o domingo será de manifestações pró Governo.

Salve, salve!

Fernando M. Ribeiro

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