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December 3, 2019

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MARIA DE TODAS AS VIRTUDES

        Falar de Maria de Nazaré, a mãe de Jesus, relacionada às virtudes, nos faz primeiro refletir no sentido da palavra “virtude” para nós cristãos. É uma palavra latina: virtus, que designa a energia interior, a energia da alma bem nascida e formada. Existem as virtudes naturais que se adquirem e as virtudes sobrenaturais, que são infundidas e doadas, como frutos da graça de Deus agindo na pessoa.

       Falar de Maria em relação às virtudes, nos remete a uma questão teológica mais profunda, ou seja: falar de Maria e a ação do Espírito Santo em sua vida. Desde a origem da história do Povo de Deus, na teofonia (manifestação) do Monte Sinai, até a culminação eclesial em Pentecostes, o Espírito é o mesmo: força de Deus, presente como promessa e realidade de salvação, que se concretiza e se expande para gerar vida e vida em abundância.

       Jesus, sem dúvida, é aquele que recebeu a plenitude do Espírito Santo. Na sinagoga de Nazaré ele lê o profeta Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim porque ele me consagrou com a unção... e em seguida diz “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que vocês acabam de ouvir” (Lucas 4. 14-21). Porém o Espírito Santo está em Maria, ela recebeu a força do Espírito Santo.

       O anjo diz a Maria “O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (Lc 1, 35). No início do diálogo ele havia saudado a Maria: “Alegra-te cheia de graça, o Senhor está contigo”. (Lc. 1-28). O Senhor está com Maria e sobre ela ainda virá com sua força (virtus) para envolve-la totalmente.

Maria, então, é aquela que foi envolvida por Deus a partir de dentro – ela concebe o filho de Deus – e a partir de fora: ela está envolta na força de Deus. Na força do Espírito Santo Maria vai percorrer um longo itinerário espiritual, no qual ela se mostra repleta de todas as virtudes que são dons e frutos do Espírito Santo.

       Ela trilha um itinerário difícil: passar de mãe a discípula de seu Filho. Vai mergulhando cada dia na escuridão misteriosa, na qual o mistério a capturou: Jesus deve dedicar-se totalmente às coisas do Pai (Lc 2,49) e ela vai ficar só, na sua busca, “guardando e meditando em seu coração” (Lc. 2,51). Maria vai, a cada dia, buscando e refazendo no diálogo íntimo com Deus, a sua confiança sem limites e renovando seu sim, o seu “faça-se”.

 

 

 

       Sendo mãe, teve que se comportar como discípula. E, aí então, brilha a grande virtude de Maria, a fé; “Bem aventurada você que acreditou” dirá Isabel (Lc 1,45). A fé e a adesão total de Maria ao plano de Deus, fizeram dela a primeira discípula de Jesus, pois ela foi a primeira a receber a notícia de Sua vinda e acreditou, aderiu, confiou totalmente, dispondo-se a servir e colocar com o plano de Deus.

       Na sua humildade, ela se abre ao dom que lhe é proposto. Eis aí o grande amor, a caridade exemplar de Maria: amor total a Deus, amor pleno para com a humanidade. Dispôs-se a assumir a tarefa de ser mãe do Salvador, o que lhe faria sofrer certamente “uma espada de dor traspassará seu coração” (Lc. 2,35).

       Sendo virgem, ela concebe em seu seio, a Palavra, que primeiro concebeu no coração pela fé. Eis aí Maria, repleta de todas as graças e virtudes: toda de Deus pela obediência; toda dos irmãos e irmãs pela generosidade sem limites.

Cônego Dr. Pedro Cipoline

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