Editor: Fernando Mauro Ribeiro - portalnovotempo.com - © 2017 PORTAL NOVO TEMPO CACHOEIRA ALEGRE/MG.

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • Google+ - Black Circle
Please reload

Posts Recentes

       Quando a Palavra toca o coração das pessoas, elas compreendem melhor o amor de Deus por elas. Quando tomados pela misericórdia divina...

CELEBRAMOS NESSE DIA 04, OS 24 ANOS DE IDEALIZAÇÃO DA FUNDAÇÃO

September 4, 2019

1/1
Please reload

Posts Em Destaque

DIA DOS NAMORADOS: DESEJO E AMOR

         Os desejos estão sempre presentes em nós. O ser humano é um ser pleno de desejos, projetos, propósitos. Antes de tudo, o desejo assinala uma ausência, algo que não possuímos, algo que não existe ainda na nossa vida. Cada ação humana, busca alcançar “algo”. Santo Agostinho definia o desejo como a sede da alma. O desejo é um drama em nossa vida.

    

 

      Para compreender a dramaticidade do desejo é necessária a seguinte pergunta: O que está na raiz do agir humano. Isso significa entrar na realidade dos nossos desejos não como meros observadores, mas influindo-se no fluir dos próprios desejos que move a construção das nossas ações e compreender como é possível encontrar a verdade contida nos desejos, isto é, segundo o dinamismo da própria ação na qual se manifesta.

       “Frequentemente os nossos desejos nos escondem nossos verdadeiros desejos”. Em outras palavras, no fundo não sabemos que coisa desejamos. E aquilo que desejamos essencialmente para a nossa vida, se torna pouco em relação à abertura de fundo do nosso verdadeiro desejo. O homem deseja sempre mais daquilo que ele crer desejar. A abertura do desejo humano é maior que a consciência que ele tem daquilo que deseja.  Existe uma desproporção entre a vontade que deseja e o objeto determinante da vontade. Isto move nossa ação a querer sempre algo mais.

       O Papa emérito, Bento XVI, diz que “o desejo representa um mistério”: de fato, nem sequer a pessoa amada é capaz de saciar o desejo que se aninha no coração humano, aliás, quanto mais autêntico é o amor para o outro, tanto mais ele deixa abrir a interrogação acerca de sua origem e de seu destino, acerca da possibilidade que ele tem de durar para sempre... Cada desejo que se apresenta ao coração humano, faz-se eco de um desejo fundamental que nunca é saciado plenamente. Este mistério envolve toda nossa existência.

       Na realidade o desejo é como o motor das nossas ações. O desejo está sempre presente nas nossas ações. O contrário é a preguiça, que leva a paralisia de nossas ações, ou ainda, a perda do gosto de viver. Se deixarmos de desejar se perde o movimento dinâmico da ação humana. Por exemplo, quando uma relação com uma pessoa esfria, a ação morre, isto é, não me movo na direção do outro, me fecho em me mesmo e deixo de construir o bem. “Esta polaridade do desejo, a abertura a um infinito e a sua origem na existência limitada de outra, não é um elemento reduzido, mas uma categoria intrínseca do próprio desejo”.

      E mais, o desejo possui em si uma racionalidade, pois está ligado com a vontade, como caminho de descoberta da verdade do homem que deseja conhecer.

 

O QUE FAZER COM O DESEJO?

              E os desejos mudos e cegos devem ser moderados? É isto que leva em relevo São Paulo e assumindo toda a Lei em único mandamento, quando afirma: “Não cobiçarás “ (Rm 7,7) O apóstolo indica a capacidade que o desejo tem em si mesmo de dominar completamente o homem. Então, o desejo que funda dinamicamente a liberdade pode converter-se em um cárcere para a própria liberdade.

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags