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September 4, 2019

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PADRE JOÃO CELEBRA PENTECOSTES EM CACHOEIRA

       Padre João Pedro de Melo, celebrou hoje na Igreja-matriz São Sebastião, em Cachoeira Alegre, a solenidade de Pentecostes. De muito bom gosto, a ornamentação feita pela equipe de Liturgia, destacou os Sete Dons do Espírito Santo com fitas vermelhas e as sete velas acesas.

        Pentecostes é uma palavra de origem grega “Pentekoste”, que significa quinquagésimo, em referência aos 50 dias que se sucedem depois da Páscoa. Se penta é cinco; 50 é pentecostes. Mas, esta é uma das festas mais importantes da Igreja Católica. O Espírito Santo ilumina e conduz a Igreja na verdade e na santidade. Feliz de quem acolhe em sua vida, a vida que Ele infunde em nós. No Pai, em Cristo, e pelo Espírito somos santificados.

      

ENVIAI O VOSSO ESPÍRITO

       Maravilhoso é o dom da vida! Tanto nos encantam a inocência e exuberância da criança quanto nos impressiona gravemente a consideração de um corpo humano sem vida. Inerte, encontra-se em estado de violência, de tragédia, dissonante de sua normalidade. Há pouco ainda, notava-se nele como todos os membros e órgãos, tão distintos entre si, entretanto se ordenavam em função da unidade dada pela alma. Ausente esta, o corpo inteiro entra em decomposição.

       Isso que ocorre na natureza humana é imagem de algo muito mais elevado e misterioso: a relação da Igreja com o Espírito Santo. a propósito, esclarece Santo Agostinho: "O que é nosso espírito, isto é, a nossa alma em relação a nossos membros, assim é o Espírito Santo em relação aos membros de Cristo, ao Corpo de Cristo que é a Igreja”.

       Com efeito, o Espírito Santo, com toda a propriedade, é a alma da Igreja no sentido em que não lhe comunica seu ser substantivo divino, mas lhe dá unidade, vida e movimento. Não só isso, mas Ele a santifica, promove seu crescimento e esplendor, fazendo dela “o Templo do Deus Vivo”. (II Cor 6,16).

      De modo que esse corpo moral extraordinário que é a Igreja, só tem verdadeira vitalidade sobrenatural por ação do Espírito Santo. É o que afirma o Papa Paulo VI: “O Espírito Santo habita nos crentes, enche e rege toda a Igreja, realiza aquela maravilhosa comunhão dos fiéis e une a todos tão intimamente em Cristo, que é princípio da unidade da Igreja”.

Em Jesus Cristo, a união da natureza divina com a humana tem por hipóstase o Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. E nas almas dos justos, a graça santificante, qe nos torna participantes da natureza divina, é atribuída por apropriação ao Divino Espírito Santo.

 

O NOSSO DEFENSOR

       No Evangelho, Nosso Senhor refere-se ao Espírito Santo como o “Defensor” (Jo 14,16), aplicando a palavra no sentido de Advogado. Cabe ao advogado a função de defender em juízo a causa de seus clientes, apresentando todos os argumentos e provas para que estes não sejam condenados. Ora, dada a contingência humana, todos nós cometemos faltas. Como afirma São João, com exceção apenas de Nossa Senhora e do próprio Jesus Cristo, Homem Deus, quem diz que não tem pecado é um mentiroso (cj, 1 Jo 1.8).

       Assim, todos somos réus e, com razão tememos a justiça divina. Como nos apresentaremos diante do Juiz com essas lacunas? Por essa razão, o Divino Pastor nos promete enviar o Defensor para nos auxiliar na prática da Lei.

       De fato, quando agimos bem, devemos ter certeza absoluta de que nossa boa ação não é fruto de nossa pobre natureza decaída, mas sim do indispensável auxilio da graça divina. Santa Terezinha experimentava claramente essa insuficiência ao escrever: “Sentimos que, sem o socorro divino, fazer o bem é tão impossível como trazer de volta o sol ao nosso hemisfério durante a noite”.

       Esse Defensor, afirma ainda Nosso Senhor, permanecerá para sempre conosco. Ou seja, estará agindo sem cessar, protegendo e consolando, embora não na mesma intensidade, e por vezes de modo imperceptível. Cabe-nos, assim, ouvirmos o que Ele nos diz no fundo da alma, seguindo os princípios e os ditames de nossa consciência. Para isso também, temos necessidade de uma graça divina.

      Se formos fiéis a essas inspirações, teremos um Advogado contra as acusações apresentadas por nossa consciência e aquelas que o demônio fará a cada um de nós, no Juízo Particular.

 

PEÇAMOS A MARIA A VINDA DO SEU DIVINO ESPÍRITO

       A Divina Providencia, por misericórdia, nos concede uma incomparável Intercessora que jamais Se cansará de ajudar-nos. Peçamos à divina Esposa do Paráclito, Mãe e Senhora nossa,, que nos obtenha a graça da vinda o quanto antes deste Espírito regenerador a nossas almas, conforme suplica a Santa Igreja: “Emitte Spiritum tuum et creabuntur, et renovabis faciem terrae”. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da Terra”.

       Para aproveitarmos convenientemente as graças da comemoração de Pentecostes, que celebramos, convido a todos a considerar a maravilha da ação santificadora do Espírito Santo em nossas almas. Quão necessitado está o mundo, na situação presente, de um sopro especial d’Ele para mudar os corações e renovar completamente a face da Terra!

Mons. João Scognamiglio Clá Dias

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