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December 3, 2019

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BRASIL E SEUS MELHORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS

ÉDER ERA UM JOGADOR VIBRANTE

Nome: Éder Aleixo de Assis

Nascimento: 25-05-1957 em Vespasiano MG.

Clubes: América (1975-1977), Grêmio (1977-1979), Atlético Mineiro (1980-1985, 1989-1990, 1994-1995) Internacional de Limeira (1985), Palmeiras (1986), Santos (1987), Sport (1987), Botafogo (1988), Atlético Paranaense (1988), Cerro Portenho – Paraguai (1988), Fernerbahçe – Turquia (1989), União São João (1991-1992, 1995), Cruzeiro (1993), Gama (1996), Montes Claros (1997),

Seleção Brasileira: 1979-1986 (51 jogos, 8 gols).

    

        Existem jogadores capazes de bater na bola com força. Existem jogadores capazes de bater na bola com força e direção. Existem jogadores capazes de bater na bola com força e direção e precisão. E existem jogadores como Éder. Mas são poucos.

       Os chutes disparados pela perna esquerda de Éder eram tão impressionantes que lhe renderam apelidos. Ele era o “canhão do Olímpico”, quando jogou no Grêmio, e o “bomba de Vespasiano”, quando defendeu o Atlético Mineiro, clube em que fez mais sucesso.

    Mas, diferentemente do que os apelidos fazem supor, Éder não era só violência. Também era capaz de vencer goleiros com chutes colocados, bolas mansas que encontravam o mesmo destino dos foguetes que preocupavam quem ficava na barreira. Na Copa do Mundo da Espanha, em 1882, Éder foi titular da seleção brasileira e marcou dois gols que exemplificam suas habilidades.

       Um aconteceu na estreia contra a União Soviética, em Sevilha. O Brasil perdia o jogo por 1 a 0, falha do goleiro Valdir Peres, num chute de longe. Sócrates empatou no segundo tempo, com um golaço de fora da área, depois de driblar dois jogadores em diagonal e bater no canto superior direito do goleiro Dasaev.

       Aos 43 minutos do segundo tempo, quando o empate parecia definitivo, o Brasil atacou pela direita, Paulo Isidoro, no bico da grande área, rolou a bola para trás, na direção de Falcão. O craque deixou a bola passar entre as pernas. Éder vinha na corrida, de frente para o gol. Levantou a bola com o pé esquerdo e, com o mesmo pé, emendou um chutaço para o gol.

       Dasaev era considerado o melhor goleiro do mundo na época. Não se mexeu até perceber que a bola estava atrás dele, dentro do gol. Provavelmente nem a viu chegando, endereçada a seu canto esquerdo. Se viu, não acreditou. Se acreditou, nada pôde fazer. Um gol que sempre será lembrado como um dos mais belos da história das Copas. O Brasil venceu por 2 x 1.

       O segundo gol saiu no jogo seguinte, contra a Escócia, em outra virada brasileira. Zico, em cobrança de falta magistral, e Oscar, de cabeça, construíram a vantagem da Seleção. No primeiro tempo, quando os escoceses venciam, Éder tentou encobrir o goleiro com um chute da ponta esquerda. A bola quase entrou.

       Aos 18 minutos do segundo tempo, outra chance. A jogada começou na área do Brasil, com Valdir Peres. Falcão recebeu a bola do goleiro e esticou para Sócrates, na meia. O Doutor atravessou a metade do campo, acelerou e tocou para Serginho. Com uma finta de corpo o centroavante livrou-se da marcação e rolou para Éder, que chegava pela esquerda. Um toque para ajeitar e outro para encobrir o goleiro que adiantado, só olhou. Uma beleza de gol. Falcão ainda fez o dele, Brasil 4 x 1.

      Tecnicamente privilegiado, Éder também era um jogador sanguíneo, vibrante, explosivo em certos momentos. Seus treinadores tinham restrições, mas o torcedor o adorava. Foi um dos responsáveis pelos títulos estaduais que o Atlético Mineiro conquistou no início da década de 80. Período que o transformou num dos maiores ídolos da história do clube.

André Kfouri e Paulo V. Coelho

 

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