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19: DIA DO FUTEBOL – A SELEÇÃO MAIS MARCANTE DA HISTÓRIA

       O Brasil acaba de conquistar mais uma Copa América. Isso ocorreu no dia 7 de julho último. Pensei em exaltar a conquista desses bravos atletas. Porém, lembrei-me que não sou a pessoa mais indicada para isso e, que o portal não tem um expert em esportes de modo geral, ou mesmo especificamente do futebol, para relatar com detalhes cada momento da competição. Mas ainda assim, não posso deixar passar despercebida essa data.

       Que não foi o Brasil quem inventou o futebol nós sabemos. Apesar de se dizer que aqui é o país do futebol, devido à grande paixão dos brasileiros pelo esporte bretão e suas inúmeras conquistas; o futebol nasceu na Inglaterra e foi trazido para o Brasil por Charles Muller. No Brasil há 663 clubes profissionais de futebol e, não há um calendário esportivo para todos. Muitos vivem à míngua, à margem, sem condições de sobreviverem, pois não têm o suporte da CBF.

       Deixando pois, essas mazelas de lado, decidi prestar homenagem a um ‘homem do futebol” que é quase unanimidade. “Aquele que formou a mais marcante Seleção Brasileira da história (depois do time de 1970). Há quem diga até que superava o escrete de setenta. Seu nome é Telê Santana da Silva”. Veja o que disseram dele os entendidos André Kfouri e Paulo V. Coelho:

 

TELÊ SANTANA: “A presença de Telê é uma dessas coisas que ninguém pode ignorar”.

Nome: Telê Santana da Silva

Nascimento: 23-07-1931, em Itabirito – MG.

Falecimento: 21-04-2006, em Belo Horizonte - MG.

Clubes: Fluminense (1950-1961), Guarani (1960-1962), Vasco (1963).  Seleção Brasileira: não jogou

       Não há definição melhor para o que foi Telê como jogador, que o texto publicado por Mário Filho na Manchete Esportiva, em 1956. O trecho abaixo resume sua capacidade de estar em todos os lugares do campo, algo que o fez ser chamado de formiguinha e apontado como o motor do Fluminense em toda a década de 50.

       Descobrimos Telê todos os anos. E o curioso é que ele é sempre o mesmo. Não há jogador mais fiel a si mesmo. Por isso Telê se repete. A repetição esconde-o, faz a gente se esquecer dele um pouco. O termo não é esquecer. A presença de Telê é uma dessas coisas que ninguém pode ignorar. Ele joga os 90 minutos. Dito assim, parece que não é nada de mais. O jogo dura 90 minutos, o que pode sugerir, como sugere à primeira vista que todos jogam 90 minutos. Jogariam, se não fosse Telê. Quer dizer, a gente não ia desconfiar de que não jogam se não fosse Telê. Telê trouxe uma nova medida para o futebol. É, de algum modo, o ponteiro dos segundos, o que não para. Outros são, quando são, os ponteiros dos minutos. Há até os que não são ponteiros: são os cinco, os dez, os vinte, os trinta, os sessenta, os números que os ponteiros atravessam, girando. Ponteiro dos segundos é Telê.

       Era assim no tempo em que ocupava a ponta direita do Fluminense; foi assim durante toda a carreira de técnico, iniciada com sucesso também nas Laranjeiras o sonho do garoto Telê, na pequena cidade de Itabirito, era ser jogador de seu time de coração. Esse não era outro senão o Fluminense.

       Em 1950, chegou às Laranjeiras e no ano seguinte fez parte da equipe montada por Zezé Moreira, que ficou conhecida como “Timinho”, por reunir jogadores jovens e sem fama, mas que arrebatou o título carioca numa decisão contra o Bangu.

       No primeiro jogo, improvisado como centroavante, marcou os dois gols na vitória por 2 x 0. No segundo, participou do gol do título, marcado por Orlando Pingo de Ouro.

       Oito anos mais tarde, Telê jogava como meia-direita em outra equipe dirigida por Zezé Moreira, que mais uma vez conquistou a taça numa decisão contra o Bangu. As participações nos dois times fizeram com que Telê tivesse em Zezé Moreira seu modelo, a partir do momento em que decidiu ser treinador, após passar discretamente pelo Guarani e pelo Vasco no final da carreira.

       Como técnico, Telê foi campeão carioca pelo Fluminense, onde teve passagem marcante. Em 1969, ano do título, os jogadores foram proibidos de entra pelo portão principal do clube nos dias de treino, por causa do envolvimento do centroavante Flávio, com a filha de um dirigente.

       Num dia de treinamento, ao encontrar o portão fechado, todos os jogadores pularam o muro do estádio das Laranjeiras para ter acesso ao campo. Telê, com acesso permitido pela portaria social, foi solidário aos jogadores. Também pulou o muro.

       Foi campeão brasileiro pelo Atlético mineiro e pelo São Paulo e tornou-se o único na história a conquistar, como treinador, os quatro principais estaduais do país: paulista, carioca, mineiro e gaúcho. Também foi bicampeão mundial pelo São Paulo. E formou a mais marcante seleção Brasileira da história, depois do time de 1970. Em 1982, o Brasil encantou o mundo com um jogo envolvente, arrebatador. Um time que o tempo não apaga da história, por mais que os ponteiros dos relógios teimem em seguir seu ritmo, de segundo em segundo. Como Telê

André Kfouri e Paulo V. Coelho

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