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EDITORIAL II: AO INGRESSAR NO TIME DOS SESSENTÕES...

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AO INGRESSAR NO TIME DOS SESSENTÕES, O CORPO JÁ DÁ SINAIS DE CANSAÇO

       A juventude é sinal de novidade e esperança. Mas também de dúvidas e incertezas. Manifestações juvenis são bem-vindas e sempre provoca mudanças nas estruturas e costumes. Essas mudanças podem significar avanço ou retrocesso, dependendo dos pressupostos, dos objetivos almejados, dos valores transmitidos.

        Sem detrimento a outras etapas de minha vida, como a infância e a fase adulta, posso afirmar que a juventude constituiu-se numa fase privilegiada para se fazer opções e realizar algo. É quando a criatividade, o entusiasmo, determinação, alegria e o desejo de ir além gritam sua existência dentro da gente, nos inquietando, nos impulsionando a sonhar, a projetar a realizar atividades, enfrentar desafios que abram caminhos para a realização de projetos que julgamos significativos e convincentes. Sem ser presunçoso, tenho consciência de que realizei alguma coisa bacana na minha terra.

        Não quero com isso, dizer que nas outras fases da vida não se sonha nem se realiza. Ao contrário, para muita gente, é o período mais produtivo, quando se está por exemplo mais experiente, maduro, paciente e isso de certa forma agrega, atrai e convence mais facilmente o outro. Nesse período já se vivenciou frustrações, experimentou decepções...

      Não é o meu caso. Como disse no primeiro parágrafo, a avidez da juventude alenta os ideais para cuidar melhor do mundo onde se vive, com sinais sensíveis de preocupações novas e desejos profundos de transformar o mundo.

       Hoje, quando já me encontro na contagem dos sessentões, a juventude parece cada vez mais distante, cada vez mais dá sinais de descrédito nas atuações dos políticos. Percebo o frequente individualismo, quase sempre a indiferença que irrita e devasta, a cultura da corrupção generalizada, tudo isso provoca desânimo. Mas há ainda um desinteresse do jovem de hoje, por uma mobilização maior em que almeja participar mais ativamente das questões de sua terra, seu país. A educação dada que não proporciona formação profissional adequada, cerceando as pessoas para a inserção no mundo do trabalho que exige conhecimentos mais profundos.

       Quando deixei minha Cachoeira Alegre para vir estudar e trabalhar em Muriaé, com os meus 20 anos, não me desfiz, nem esqueci de nenhum dos meus planos para a minha terra. Algum tempo depois, quando entregava cartas, e distribuía exemplares do jornal Novo Tempo, conheci um humilde alfaiate. Silencioso, o encontrava sempre, a costurar as horas, os dias, naquele espaço, naquele silêncio... Senhor Archibaldo, era esse o seu nome e atendia a sua clientela na alfaiataria, à Avenida Monteiro de Castro, em Muriaé. Não me parecia triste nem vazio, apenas, tranquilo, quieto, reticente. Um homem honesto, um coração de ouro, cheio de fé.

       Naquele seu jeito simples, olhos limpos, embora cansados de trabalhar, quando deixei sobre a pequena mesa, suas correspondências e um exemplar do Novo Tempo, (informativo que àquela época, era impresso) ele disse: “Jornal Novo Temp. Enquanto você entrega cartas, lê livros, escreve e faz esse jornal, eu vou abrindo a porta do céu com a ponta dessa minha agulha de pobre alfaiate. Eu rezo e me converto, picando pano, alinhavando e costurando roupas para os meus fregueses. É meu jeito de servir e viver”.

       Lindo e comovente seu depoimento. Na simplicidade de sua linguagem e de seu coração, este alfaiate confessa estar abrindo as portas do céu, cortando pano, confeccionando roupas, servindo com amor e alegria.

       Não é a grandeza ou a pequenez da tarefa que vulgarizam ou enobrecem uma existência. O mais importante é a dedicação e o empenho que colocamos em nosso trabalho, em nossa missão. Na vida e o Reino de Cristo, o mais importante não é a vitória. Mas o fato de estar lutando, de suar a camisa, - era assim que eu chegava todas as tardes na empresa – de não sair do campo.

       Na vida e no Reino de Cristo, a colheita não é o mais decisivo e fundamental. O importante é plantar, no cumprimento de nosso dever. O destino da rosa é florescer, perfumar caminhos. O destino do ser humano é crescer, viver, servir, frutificar. Não importa onde, nem em que tarefa.

O Editor

 

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