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September 4, 2019

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       Nessa coluna que estreamos no mês de junho, abordamos duas belíssimas canções que falam do amor: “Flor do Cafezal” e “Viola Quebrada”.  E já que estamos falando de amor em poesia, ou em poesia de amor caipira, após visitarmos Carlos Paraná e Mário de Andrade, vamos caminhar pela mais pura cultura popular, aquela que nasce das ruas, que vai se eternizando nas falas, de boca em boca, afinada com os tempos, que ninguém sabe de onde veio mas sabe muito bem para onde vai: pra dentro do peito, falando coisas que só o coração entende. É o caso de “Caboco”, que a gente canta a tantos e tantos anos, aqui e acolá, sem nunca saber quem teve a felicidade de escrever versos tão tocantes:

 

CABOCO: Autor desconhecido

Caboco, você tem que assustentá

Tudo o que vancê me disse

Numa noite de luá.

Vancê pegou devagarinho em minha mão

E contou-me um segredinho

Dentro do meu coração.

Dispois vancê foi se afastano,

fica de longe de oiando sem querê se aproximá.

Caboco já não tenho alegria,

passo as noite, passo os dia,

passo as horas a chorar.

Já me contaro que uma tar de Mariquita,

uma mocinha bonita que veio da Capitá,

tá te oiano, tá quereno te prendê,

fazendo feitiçaria nos oinho de vancê.

Dispois ela pega e vai s’imbora,

seu coraçãozinho chora,

fica triste como quê.

Dispois vancê vorta arripindido,

pra dizer nos meus ouvido:

“vancê qué me perdoar”?

      O amor, no cancioneiro caipira, é infinito. Belo, simples, com cheiro de terra e cores de mato, delicado e inconformado como todos os amores. Mas que cava sempre no peito a saudade da primeira vez, a dor do adeus e a esperança do encontro.

Extraído do livro “De repente, a viola”. Autores: Álvaro Catelan & Ladislau Couto

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