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DUAS PRIMAVERAS DE SAUDADE

September 11, 2019

        Não importa o tempo, não importa a distância, onde quer que eu vá, vão comigo as lembranças do saudoso lar. Estou no Rio de Janeiro, mais uma vez. Nada mais tenho de aventureiro, só a triste viuvez e um coração sem paradeiro. Acabo de escrever “Duas estações de saudade” quando se completam dois anos que minha esposa Conceição, nos deixou!

 

DUAS PRIMAVERAS DE SAUDADE

Se eu quisesse, em verdade viver de lamentos,

Desfiar fio por fio meus sofrimentos,

Eu iniciava descrevendo meu tormento,

Dizendo que sofro tanto,

Que ando por aí a disfarçar o meu pranto,

Que a saudade é quase sempre o meu negro manto,

Que não tenho mais os seus ouvidos pra o meu canto.

 

Diria que sem ti, sou nada, pobre criatura.

Fostes a luz do meu dia, sou noite escura.

Eras tu o meu sol, minha alegria.

Te fostes de mim numa primavera,

Deixando-me na tormenta daquele triste dia;

Ah, se nessa estação voltasse, quem dera! 

Porias fim à minha agonia.

 

Dois anos se passaram e lágrimas ainda derramo.

Hoje, outra vez me ajoelhei, rezei, fiz-lhe uma prece;

Seu olhar, na foto, ainda me enternece,

Como se ainda seu ouvido ouvisse, te chamo!

Sozinho, nesse fim de noite, inundado em lágrimas

Num rio, como um náufrago, exclamo:

Meu amor, como eu te amo!

Fernando M. Ribeiro - Rio de Janeiro 08-09-2019

 

SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES...

Falta alguém na cadeira vazia,

Falta alguém trazendo a cerveja,

Faltam mãos na cozinha fria,

Falta alguém pra sentar-se à mesa.

 

Faltam no guarda-roupa muitas peças,

Falta um riso espontâneo, sem risco,

Falta o abraço, mesmo que às pressas,

Falta alguém organizando os discos.

 

Faltam os pés que rodopiavam na sala,

Falta a voz que rezava em tempo feio,

Falta o rádio que no canto se cala,

Falta quem me dê as mãos nos passeios.

 

Falta no momento de oração a parceria,

Faltam histórias de seu tempo de criança,

Falta quem me diga: meu amor, bom dia!

Sobra na gaveta a outra aliança.

 

Falta alguém que partiu sem dó,

Sobra ainda na garganta um nó,

Falta alguém que me deixou só,

Falta-me a paciência de Jó.

 

Sobra a saudade que não pede licença,

Falta uma face sorridente,

Falta quem vivia fielmente sua crença,

Sobra uma dor doída e insistente.

Fernando M. Ribeiro baseado em poema de Neimar de Barros

Cachoeira Alegre - setembro - 2019

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