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September 4, 2019

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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

         

 

Os relacionamentos familiares são fonte de experiências que contribuem com nossa construção emocional, física ou espiritual, em nossos valores, crenças, observações a respeito de nós mesmos e do outro, enfim, colaboram e marcam efetivamente nossa existência.

       Um fator que tem preocupado a sociedade de modo geral, e também nos chama a atenção na psicologia, é a violência doméstica, caracterizada como todo sofrimento físico (incluindo-se aí o abuso sexual) ou emocional (geralmente causado por palavras, reações agressivas e forma de tratamento) causadas a uma pessoa da família, gerando dor, abandono, sentimentos de desprezo, e tantas outras marcas e dificuldades geradas. Os números são alarmantes e, infeliz mente, crescentes.

       Por estar em família, muitas vezes, esse tipo de violência é revelada por quem a sofre, pois pode envolver a prisão do agressor do qual, muitas vezes o agredido é dependente, seja emocional ou materialmente. Este comportamento agressivo que se estabelece, é envolvido de punição, abuso do poder por parte do agressor, necessidade de controle bem como baixa expressão da afetividade.

       Os resultados destas violências são causadores ou potencializados de depressão, transtornos alimentares, comportamentos antissociais e muitas vezes agressivos (eu acabo por dar ao outro o mesmo tratamento que eu tive) e tantos outros danos. Quando vivida na infância, a violência pode trazer a ela, a necessidade pela busca de um modelo protetor para se relacionar, uma vez que não encontrou isso no lar agressor ou nos ambientes nos quais sofreu agressão.

       Esta busca, por sua vez, gera uma ansiedade constante, pois há a sensação de insegurança todo o tempo. Surgem ainda bloqueios em sua forma de interagir com o mundo, com seu trabalho, enfim, em todos os seus ciclos sociais.

       É fato que não existem soluções simples para este problema, pois envolvem, mesmo que de forma estranha, laços de relacionamento e de continuidade de uma situação que leva ao medo, à vergonha e ao constrangimento ao agredido. A relação existente, muitas vezes faz superar a situação de agressão, ou seja, para proteger o relacionamento, relevamos a situação de violência, na esperança pela mudança do outro e que aquele fato não mais acontecerá.

       A experiência de amor e afeto é um dos caminhos para a superação destas situações, bem como o entendimento do padrão agressor vindo, muitas vezes, de uma educação também agressiva e que se perpetua, mas é possível ser revertida, quando percebida e quando há uma intenção de mudança de atitude, que pode não ser fácil, mas possível.

Elaine Ribeiro – Psicólogo clínica e organizacional

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