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FAMÍLIA: LUGAR DE SANTAS DIVERGÊNCIAS

October 23, 2019

        Não há dúvida de que a família é a célula vital da Igreja, da sociedade e que o futuro da harmonia da humanidade depende da harmonia das famílias que, unidas pelo amor, lutam para que haja igualdade e solidariedade. A civilização do amor tão desejada pela Igreja, se inicia na família. O grande investimento que é necessário fazer para o futuro, mesmo das vocações é a família. Das famílias santas.

       Deus vai chamar jovens para que trabalhem em tempo integral no serviço evangelizador, no sacerdócio, na vida consagrada e no serviço apostólico. Não há também como duvidar que os meios de comunicação, logicamente não todos, não estão preocupados com o bem-estar econômico e estrutural das famílias, mas vivem injetando nas famílias a destruição dos valores para que o individualismo cada vez mais violento dívida e rompa a unidade do amor conjugal.

       Falar de família unida não significa uma família no estilo patriarcal, ditatorial, onde o pater familiae manda e desmanda, senhor da vida e da morte, decide tudo que deve ser feito, não consulta ninguém e determina desde a vocação dos filhos ao que deve comer e aonde se deve ir.

         A família está inserida na sociedade hodierna, portanto, influenciada pelos meios de comunicação e em processo de crescimento na busca de uma sua maneira de viver, sem perder a sua identidade de união e amor. Não podemos e nem devemos pensar numa família nivelada por baixo ou por cima, sem exercício amoroso da liberdade, do diálogo e da busca da verdade.

         Neste sentido, na família há santas divergências que devem ser não sufocadas, mas sim compreendidas como uma riqueza que faz crescer a família, os indivíduos. O pluralismo na unidade vale também no que diz respeito à família, cada membro tem direito de expressar a sua opinião, os seus desejos para a sua felicidade e buscar a realização da própria vocação sem ferir a unidade e amor.

       O fio de ouro que une as divergências familiares é o fio do amor mútuo, do respeito e da unidade. A família não pode ser um “bloco monolítico” fechado em si mesmo, mas sim aberto a novos caminhos e horizontes. Brigas, desentendimentos, divergências sempre as encontraremos em todo grupo humano que se une, sejam quais forem os motivos da união.

       É só pensar na comunidade que Jesus criou com seus apóstolos, onde Ele mesmo ensina que o que deve estar no centro não é a projeção de um ou de outro, mas sim o serviço e o amor. Ter opiniões diferentes não é impor e ficar amuado, nervoso se os outros não aceitam o que nós pensamos, mas que essas divergências não firam nem o amor e nem a unidade, e sejam motivos de buscas da verdade na caridade. A caridade na verdade.

       Pensar diferente significa que temos uma cabeça diferente, uma inteligência, uma visão diferente, mas o objetivo deve ser o mesmo, criar uma família onde reina o amor que supera todas as diferenças.

Frei Patrício Sciandini

      

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