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LOUCOS DESEJOS E DELÍRIOS

October 22, 2019

 

LOUCOS DESEJOS E DELÍRIOS

Aqui, às vezes, sou e não sou eu.

E assim, vou me escondendo de mim.

Não sou de ninguém. Nem meu, nem teu!

 

Sigo, brigando comigo, me impondo castigos,

Buscando um abrigo, um olhar amigo.

Quem sabe o castigo que me imponho

é esse cárcere que persigo?

 

Ou já sou dele um prisioneiro?

Pois, me sinto cada vez mais detento.

Amor que dói e causa desalento.

Amor que quero, mas não devo.

Amor que os olhos condenam, não me atrevo.

 

Mas nem por isso deixa de ser amor

E dizem os poetas que amor rima com dor.

Amor proibido, inautêntico, indevido, dividido,

Sofrido, corrompido, temido...

Mesmo correspondido, julgo-o perdido.

 

Meus olhos a espiar o objeto de meu desejo,

O corpo a queimar, a incendiar os meus sentidos,

Nesse ensejo que é para o mundo um erro.

É pecado esse querer,

 

Mas é assim que está o meu ser,

A arder, a se perder, perverter, enlouquecer...

Preciso me deter, conter, esconder,

Mas se a mente com alguma lucidez me condena,

O corpo anseia por prazer.

 

Não sei mais o que fazer, que dizer, que escrever,

É difícil raciocinar quando só se quer ter.

Envergonho-me, se comporto como uma criança,

Sem pensar nas consequências,

Se na mão esquerda, ela traz uma aliança;

Silencio-me. Ficam as reminiscências.

Fernando M. Ribeiro 30-06-2005

 

 

 

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