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MORADORES DA REGIÃO PROTESTAM NA ALMG CONTRA A MINERAÇÃO NA SERRA DO BRIGADEIRO

October 27, 2019

        Cerca de cem pessoas, entre membros de entidades e cidadãos de municípios do entorno do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, na Zona da Mata, disseram não à atividade minerária na região. Eles participaram de audiência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (23).

 

       Solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), a reunião teve como objetivo debater os impactos socioeconômicos e ambientais da mineração nessas localidades, incluindo a violação de direitos da população atingida por esses empreendimentos.

        Jean Carlos Martins, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), foi enfático: “a mineração não tem o que oferecer a esta população; se for preciso, vamos para a frente das máquinas”.

         O professor do Instituto Federal de Educação do Sudeste de Minas, Lucas Magno, destacou que a Serra do Brigadeiro tem uma das maiores jazidas brasileiras de bauxita. A substância, que se transforma em alumínio após o refino, é cobiçada principalmente pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). Lucas explica que a bauxita torna poroso o solo onde é encontrada, criando grandes reservatórios de água. O professor acrescentou que, se todas as áreas pleiteadas pela CBA forem concedidas, a região ficará como um “queijo suíço, cheio de buracos”. E invadiria APAs de três municípios da Mata: em Pico do Itajuru (Muriaé), Serra das Aranhas (Rosário de Limeira) e Rio Preto (São Sebastião da Vargem Alegre).

 

Dep. Beatriz Cerqueira e Claudiane Oliveira, de Belisário

Adriana Aparecida e Gilsilene Maria Mendes

 

        Agroecologia – Vários convidados reforçaram a vocação da região para a atividade agropecuária. Adriana Ribeiro, da Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar Solidária, enfatizou que a região é rica em fauna, flora, água e agricultura familiar, que sustentam a população. “Nossa região tem associações e cooperativas que só existem porque na ponta tem o agricultor. Essa produção não combina com a mineração”, disse.

Isaías Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miradouro, reforçou que a cidade é mantida com a agricultura familiar. Gilsilene Mendes, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra (CPT), disse que a região constitui atualmente um polo agroecológico da Zona da Mata, com 70% da produção local extraída da agricultura familiar.

        O frei Gilberto Teixeira, vigário da Paróquia Santo Antônio, em Belisário (Mata), agradeceu o apoio dos parlamentares à causa. Afirmou que isso representa um contraponto importante para pessoas que, como ele, sofrem ameaças.

         Leonardo Pereira, advogado do Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens (Nacab), enfatizou que é importante a resistência no início, pois “lutar para resgatar direitos é mais difícil que lutar por direitos apenas”. Ele solicitou à comissão que oficie o Ministério Público em Muriaé, para cobrar atuação quanto aos empreendimentos pretendidos na Serra do Brigadeiro. Também quer que seja oficiada a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, para que exija análises dos impactos ambientais cumulativos.

Claudiomir Vieira, prefeito de São Sebastião da Vargem Alegre, apesar de se colocar contra os crimes das mineradoras, opinou que em seu município a mineração não foi ruim, já que foram gerados 550 empregos, com investimento de US$ 12 milhões.

          Os parlamentares presentes, todos do PT, fizeram coro à indignação das comunidades. Beatriz Cerqueira considerou que “a mineração explora a terra, acaba com a água, destrói o modo de viver da população e ainda tira a vida de muitas pessoas”. “Essa luta de vocês energiza nossa alma”, parabenizou André Quintão.

A presidente da comissão, deputada Leninha, aproveitou para denunciar outro projeto minerário, no Norte do Estado, de construção de minerioduto para escoar a produção, em uma região que já enfrenta a falta de água. O deputado Betão valorizou ações bem-sucedidas contra a mineração, como no distrito de Humaitá, em Juiz de Fora (Mata) e em Carrancas (Sul). Fonte: ASCOM da ALMG.

 

 

 

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