Editor: Fernando Mauro Ribeiro - portalnovotempo.com - © 2017 PORTAL NOVO TEMPO CACHOEIRA ALEGRE/MG.

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • Google+ - Black Circle
Please reload

Posts Recentes

       Quando a Palavra toca o coração das pessoas, elas compreendem melhor o amor de Deus por elas. Quando tomados pela misericórdia divina...

CELEBRAMOS NESSE DIA 04, OS 24 ANOS DE IDEALIZAÇÃO DA FUNDAÇÃO

September 4, 2019

1/1
Please reload

Posts Em Destaque

       Matéria assinada pela jornalista Patrícia Campos Mello, na terça-feira, 08 de outubro, na Folha de São Paulo, com o título de: WhatsApp admite envio maciço de mensagens nas eleições de 2018, revela o submundo dos disparos ilegais de mensagens contendo informações inverídicas durante o processo eleitoral para a presidência da República do Brasil.

       A principal fonte de informações para a reportagem partiu da própria direção do aplicativo, através de Bem Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, durante uma palestra no Festival Gabo, na cidade colombiana de Medelim.

       As revelações trazem à tona uma perversa e criminosa forma de fazer campanha política e que, lamentavelmente, foi ignorada pela maioria da grande mídia brasileira, durante as eleições de 2018, apesar de inúmeras denúncias feitas durante o decorrer daquelas eleições.

       No entanto, numa série de reportagens, desde outubro do ano passado, a própria Folha de São Paulo revelou que a contratação durante a campanha eleitoral de empresas de marketing que faziam envios maciços de mensagens políticas, usando forma fraudulenta CPFs de idosos e até contratando agências estrangeiras para o serviço.

       Fazer campanha por aplicativos digitais em si não é ilegal. No entanto, o que se coloca é o envio em massa de mensagens não autorizadas pelos titulares das contas e grupos públicos da plataforma, feitas de formas ilegais e contendo matérias fraudulentas.

      O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veda o uso de ferramentas de automatização, como os softwares de disparo em massa. Além disso, conforme demonstraram as reportagens da Folha de São Paulo, empresários contrataram disparos a favor e contra candidatos, sem declarar esses gastos à Justiça Eleitoral, o que configura o crime de caixa dois.

       O executivo do WhatsApp, acima citado, condenou ainda os grupos públicos da plataforma acessados por meio de links que distribuem conteúdos políticos, na maior parte das vezes, relacionados ao governo de Jair Bolsonaro.

       Em matéria da Rede Brasil Atual (RBA), intitulada “WhatsApp admite disparos ilegais na Eleição de 2018. Especialistas defendem anulação”, veiculada no último dia 9 o advogado criminalista José Carlos Portella Júnior diz que a anulação das eleições é prevista em lei, caso seja comprovado que regras eleitorais tenham sido violados conforme o que diz a Lei Eleitoral e seu executor, o TSE.

       O que está colocado, diante do exposto acima, para nós, eleitores, é de extrema responsabilidade. Nossa cultura é muito sensível a que chamamos de “fofocas”, sejam expostas em conversas diárias, sejam nas diversas mídias. As fofocas eletrônicas” nas últimas eleições causaram m verdadeiro estrago nas mentes de milhares de eleitores, diminuindo o raciocínio lógico e dando vez às emoções que em nada contribuem para a decisão, tão importante de se votar num ou noutro candidato.

       As fofocas e as mentiras foram mais importantes do que os projetos de governo colocados pelas candidaturas. Lastimável! Se nada for feito pelas autoridades da Justiça Eleitoral e pela direção do WhatsApp, a tendência é que os disparos de mensagens falsas, feitos em massa através do aplicativo, ocorra novamente durante as eleições municipais de 2020.

       A população e os eleitores serão novamente reféns de criminosos que manipulam as decisões das pessoas, levando-as a acreditar em notícias absurdas? E os eleitores, aceitarão de forma passiva, notícias irreais que favoreçam o seu candidato em detrimento de outros?

       Aceitaremos ser mera massa de manobra daqueles que têm dinheiro para contratar empresas de disparo em massa de mensagens irreais e fraudulentas? Pois tenham a certeza que o processo já está em curso, apesar da máxima “cada um acredita no que quer” ser verdadeira, é nítida a capacidade que as mídias sociais têm de influenciar as mentes e os corpos das pessoas.

      Nas eleições de 2020, vencerá o partido das fofocas e mentiras virtuais?

Nicélio Amaral Barros – Historiador e Doutorando em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP)

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags