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January 22, 2020

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UMA LUZ DENTRO DA NOITE

        Advento, Dezembro, natal. Um clima diferente, sempre antigo e sempre novo. Com jeito de fim de ano. Bem característico. Bem especial!

 

        Para alguns o Natal traz invariavelmente um toque de nostalgia difusa, misto de melancolia e saudades da infância, do passado, de algum ente querido que já partiu, deixando um vazio insanável dentro de casa, na recordação. Para a maioria das pessoas, Natal é festa risonha, alegre, tecida de paz e esperança.

      Pelas frestas da manjedoura, nas campinas de Belém, um vento frio entrava, batendo no rosto de José, de Maria, de uma criança indefesa. Pelas frestas da nossa sensibilidade um véu de tristeza se infiltra, ao nos lembrarmos de tantos irmãos que não terão o mínimo de condições para festejar o nascimento de Cristo... não se ajoelharão felizes, radiantes, diante do presépio, porque o sorriso de há muito sumiu de sua vida alquebrada, sem horizontes. Não receberão presentes, nem cartões natalinos pelo Correio e seu jantar do dia 24 de dezembro será o mesmo de sempre, quase nada; um pouco de água ou chá, duas ou três bolachas ressequidas, algumas migalhas de pão.

       Estarei fazendo literatura e poesia em cima do Natal? Acho que não. Com mais de dois milênios de cristianismo e mais de 500 anos de evangelização da América Latina, a luz não raiou ainda em seus caminhos. Continua a fazer escuro, muito escuro, no porão estreito do seu existir...

       Dezembro. Após doze meses de labutas, desafios, realizações e canseiras, o suave “Noite Feliz” será novamente cantado em milhões de lares. Como pano de fundo, um pinheirinho enfeitado, sinos festivos, decorações natalinas e tudo mais a que temos direito.

       Que bom seria se, além da nossa prece, pudéssemos depositar junto àquela Criança alguns gestos bem concretos, recentes da nossa solidariedade com os irmãos mais sofridos, humildes e carentes. É tão fácil e moderno estar do lado dos pobres em discursos e belas palavras! É tão mais raro e difícil ultrapassar o estágio apenas retórico para buscar a identificação profunda com as classes menos favorecidas.

       Belém, uma luz benfeitora dentro da noite, plantando a certeza de que um Deus caminha conosco, mesmo quando o cansaço nos pesa, quando a vida se faz deserto e a tarde declina.

       Foi ao partir do pão que os discípulos de Emaús reconheceram o Mestre. Esta é a rota, o barco a ser navegado, a solução: o pão repartido, a solidariedade traduzida em obras num serviço comunitário de entreajuda e participação.

       Ser cristão é viver a fé, no cotidiano das pequenas coisas, partilhando o que somos e que temos, fazendo-nos ponte que une, vela que se consome iluminando à sua volta, mesa acolhedora, comunhão.

       No chão da história, no suceder dos séculos, outra certeza brota confortadora, imortal: o Cristo de Belém, da Galileia, do cenáculo, da ressurreição, caminha com a gente, perdoando nossas fraquezas e limitações, tudo o que deixamos de fazer como engenheiros do Reino, na construção de um mundo melhor. A misericórdia é a essência do Deus trinitário.

       A vida ganha outro sabor e outro sentido quando o Natal acontece nas almas, nos lares, nos corações.

Pe. Roque Scheneider. S.J.

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