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September 4, 2019

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08: DIA NACIONAL DA FAMÍLIA  CRIANÇAS, FAMÍLIA E SOCIEDADE

         No dia 08 de dezembro celebra-se o Dia Nacional da Família. Independente da data, penso que o tema é sempre oportuno. Encontrei numa pasta, esse artigo escrito em 2012, mas sempre atual, já que se trata da relação entre as pessoas. Por isso, decidi publicá-lo. Quem assina a matéria é Dr. Ivan Roberto Capelatto.

       Qualquer estudo sobre psicopatologias em crianças e adolescentes, só será efetivo se for associado ao estudo da família e da cultura, pois as diferenças culturais influenciam nosso psiquismo. Os profissionais da saúde estão sempre diante de problemas culturais como a violência, a precocidade, a exacerbação da sexualidade e a destituição da família. Sem as compreender, as sequelas que tais problemas geram no psiquismo do indivíduo, é impossível trata-lo bem.

  As psicopatologias estão diretamente ligadas a transtornos no desenvolvimento da afetividade. Os cuidados que um indivíduo recebe, da concepção até a completa formação psíquica, vão definir sua estrutura afetiva e sua personalidade.

       Afetividade é a maneira como os sentimentos (amor, raiva, ciúme, saudade, medo) são organizados até a adolescência, quando já existe um produto final da personalidade. É um recurso psicológico fundamental do ser humano e a base das psicopatologias. A maneira como o indivíduo lida com o mundo e consigo mesmo define sua estrutura psicológica. A afetividade é uma relação psicológica caracterizada pela dinâmica dos sentimentos, na Presença ou Ausência do objeto ao qual é dirigido o afeto, ou seja, como os sentimentos são vividos nestas duas instâncias.

Presença: É o momento em que vivemos todos os sentimentos da relação afetiva (amor, raiva, ciúmes, inveja, medo). É um momento de sentimentos contraditórios que vão exigir do sujeito uma aprendizagem para lidar com esses sentimentos.

 Ausência: É o momento em que se percebe a qualidade do afeto, pois é na falta que se tem noção do quanto se deseja. Na ausência do objeto amado e dos sentimentos que frustram, sobram o amor. Exemplo: a mãe briga com o filhinho em função de suas birras, mas quando ele dorme, ela chora de remorsos, jurando não ais brigar com ele. É uma promessa impossível de ser cumprida, pois a relação afetiva (presença) do dia seguinte será recheada de prazer-desprazer, amor-raiva, gerando novas brigas.

       A falta destes conflitos, implica na falta de afeto. Daí afirmamos que o contrário do amor é a indiferença. O sujeito normal psicologicamente é aquele que briga com as pessoas que mais ama. Chamamos de neurótico a pessoa que vive a afetividade de maneira conflitiva, porém completa. Quando ele não se relaciona integralmente com a afetividade, dizemos que ele está psicologicamente doente, psicótico ou psicopata.

       Nas psicoses o afeto só existe na ausência, ou seja, não existe a relação de afetividade. Não existe a oferta real de sentimentos, de cuidados. Caracteriza-se pela total incapacidade de suportar as emoções frustrantes, lidando apenas com o intelectual.

       Nas psicopatias o afeto só se manifesta na presença do ser amado. O cuidado é até exagerado durante a presença, mas totalmente ausente quando afastado. O sujeito esquece que o outro existe quando a relação está ausente. O que está fora do seu campo visual não existe. Exemplo: o namorado que, mesmo apaixonado, ao se afastar da amada, passa a se interessar por outra mulher.

Dr. Ivan Roberto Capelatto

 

OBSERVAÇÃO DO REDATOR:

     A família de Nazaré é modelo para todas as famílias. Nela encontra Deus encarnado e feito homem em Cristo; nela se faz a vontade de Deus com prontidão, alegria e amor; nela o relacionamento é fundamentado no amor, no respeito, no serviço.

       Com Maria e José, aprende-se o verdadeiro significado de ser pais: colaborar com Deus na obra da criação; educar os filhos na fé e no amor, de modo que descubram sua vocação de serviço à Igreja e à sociedade. Com eles se aprende que os filhos são dons de Deus e como tais devem ser acolhidos, respeitados, amados; pertencem a Deus, o qual tem uma missão para eles.

Com a Sagrada Família aprende-se a avaliar a importância do amor e da vida.

Fernando M. Ribeiro

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