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O FLAMENGO ESTÁ DE VOLTA PARA OS BRAÇOS DE SUA TORCIDA

December 27, 2019

       O flamenguista se preparou para uma nova invasão, desta feita, na capital do Qatar, em clima de festa e ansiedade para os jogos que marcaram pela segunda vez, sua participação numa final de um Mundial de Clubes. Antes mesmo da realização da primeira partida, jornais internacionais informavam que mais de dez mil torcedores do Flamengo já estavam na capital. Não trouxe a tão desejada Taça de Campeão Mundial, mas semeou alegria e brasilidade no mundo inteiro e retornou orgulhoso, para os braços de sua torcida.

      O Flamengo vive uma fase iluminada. Há 38 anos não vencia uma Copa Libertadores. Venceu. No mesmo intervalo não fatura um título do Mundial de Clubes. A torcida via aí, a oportunidade de voltar a fazer história a nível global. Essa possibilidade teve o ponta pé inicial quando a equipe comandada por Jorge Jesus enfrentou o Al-Hilal, da Arábia Saudita, pelas semifinais da competição em Doha, quando venceu por dois a um e se confirmou que seria um dos finalistas.

       O Liverpool que também venceu sua partida, seria o outro finalista. O resultado já é conhecido de todos, penso eu. O Liverpool venceu por 1 a 0, na prorrogação e tornou-se campeão. Seria ingenuidade não admitir a superioridade do adversário. Superioridade que não se traduziu em gols, nem em espetáculo, mas o suficiente para marcar um gol e garantir o título. Superioridade também financeira, vi no J.N da Globo que o elenco do Liverpool é dez vezes mais caro que o do Flamengo. Fiquei surpreso por tamanha disparidade.

       É óbvio, que a moeda é o euro, que jogam na Europa, mas também o Fla tem jogadores com experiência internacional, inclusive com passagens por clubes europeus e, que seus salários são altíssimos. Se é essa a leitura que fazemos do futebol, onde um elenco mais caro tem obrigação de vencer sempre, de vencer todas e com sobras; a conclusão é de que o time inglês, “teria” que vencer por um placar mais elástico, Pelo menos, a partir de quatro gols.  Não foi o que vemos. O técnico adversário enalteceu o grupo do Flamengo, admitiu a dificuldade para conseguir o resultado e parabenizou o técnico Jorge Jesus e o futebol brasileiro.

       Como bom desportista que tento ser, vejo com bons olhos as “zoeiras” que a galera adversária vem fazendo nas redes sociais. Essa matéria talvez, até possa intimidá-los, mas não é com esta intenção que escrevo. Até poderia dinamitar esse “paiol de bobagens” que andam a dizer por aí. Mas acho que faz parte do jogo, que desperta, instiga, estimula os clubes rivais a se fortalecerem também!          

      Engana-se quem pensa que a nação rubro negra está decepcionada, frustrada, triste, ou coisa parecida. Evidentemente, era nosso desejo, conquistar o Bicampeonato Mundial, mas, da forma como foi conduzida a partida, o empenho, a garra, a determinação, a entrega com que esses jogadores do Mengão apresentaram, não há espaço para tristezas, muito menos para vaias. E o torcedor consciente disso, está orgulhoso do time, está aplaudindo o elenco e foi até ao aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro para uma demonstração de amor e carinho e gratidão por toda a delegação.

        Da Fan Zone aos palcos onde o Flamengo tem transitado, era possível observar “Em dezembro de 81” e muita empolgação. Um jornal carioca noticiou que de acordo com o governo local, (Qatar) no dia 17, antes porém da realização da primeira partida, já havia mais de dez mil torcedores espalhados em Dora. A invasão já passara a ser concreta. Um grupo da Austrália, batizado de Fla-Austrália, andava com bandeira personalizada e um enorme canguru inflável; comparecia à porta do Estádio Abdullah bin Khalifa para tietar os jogadores.

       Outro lugar que pôde presenciar festa de flamenguistas foi o Souq Waqif, um dos maiores pontos turísticos de Doha, e que é conhecido por vender roupas tradicionais, especiarias, artesanatos e abrigar diversos restaurantes. Nesse lugar, o saxofonista Moisés, fez enorme sucesso embalando um grupo de brasileiros ao executar o Hino do clube e cantos de guerra da torcida.  Tal empolgação só foi interrompida quando um mulçumano pediu que respeitassem o momento e fizessem silêncio durante a reza em uma mesquita próxima.

       No ano passado estive em visita a algumas mesquitas suntuosas em Marrocos,- Casa Blanca e a capital Rabat – e pude ver o quanto são fieis à sua fé e, que é sagrado para eles, tais momentos, quando tudo pára, para fazerem suas orações. Em seguida, encerrado aquele momento, tudo volta ao normal. Com a torcida do Flamengo, não foi diferente: após o pedido acatado, o que se viu foi mais festa!

       Assim, concluo essa coluna, na certeza de que mais que um clube, o Flamengo é uma nação. Faz história, arrebata multidões, eleva o nome do Brasil e se consolida não só como o “Mais querido do Brasil”, mas, também amado no mundo inteiro. Agora, os jornais de esportes só falam do mercado da bola.

       Na esperança de que, para o próximo ano consigamos alguém que assine uma coluna de Esportes nesse nosso portal, encerro esse nosso papo, desejando um 2020 cheio de emoções, seja no futebol, ou na sua vida pessoal.

Fernando M. Ribeiro

 

 

 

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