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January 22, 2020

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NOSSA CACHOEIRA SEMPRE ALEGRE, MESMO DEPOIS DAS FESTAS

January 2, 2020

        Estou um tanto confuso, sem saber o que escrever, sem saber como dizer e, até mesmo sem coragem para me posicionar diante da tela, e digitar aquela que seria a matéria de hoje. Falar da euforia de um povo que se despede de um ano para saudar o outro? Falar do pouco entusiasmo de alguns? Dizer da solidão de outros tantos que ficaram esquecidos em suas casas, asilos e etc?           

       Abordar o desempenho do grupo SANGUINÁRIOS DO FORRÓ que despertou o entusiasmo de tantos cachoeirenses que foram ao JUPTER Clube e arrastaram as sandálias até ao amanhecer? Falar do: Dia Mundial da Fraternidade Universal; Dia Mundial da Paz; Dia da Praça; Dia de Santa Maria Mãe de Deus? Falaria do Dia do Sanitarista, Dias de São Basílio e São Gregório, que celebramos hoje? Falar da última Missa Solene na Matriz? Falar de Amor?

       Vamos lá: Ontem: risos, gargalhadas, talvez brigas e lágrimas, nesse convívio diário de longos almoços dominicais, os jogos de cartas, a mesa de frios no réveillon, a mesa de frutas, o jantar preparado com requinte, champanhes, Whiskys, cervejas, a queima de fogos, os mergulhos nas piscinas, banhos de rios...

      Hoje. Ou seja: num dia a casa está cheia e, no outro, vazia. Os filhos que escolheram o rumo da própria vida, foram estudar fora, mudaram da casa dos pais, se casaram, tiveram filhos ou não, e estão de volta para as festas de fim de ano... Então, retornam às suas casas, cidades, ao trabalho. O que ontem parecia uma grande família, o que antes envolvia toda a família, volta-se de repente, apenas para o casal – os pais – ou um número muito reduzido. A verdade é que precisamos aprender a lidar com isso.

        Se a maioria fez o caminho de volta, se os amigos se foram; há aqueles que ficarão por um período maior e há aqueles que ainda chegarão. Afinal, depois de um ano intenso, o que se deseja mesmo é férias com a família; descanso, sossego uma viagem convidativa para onde se possa desfrutar da beleza, tranquilidade e comodidade da região. O que não falta nesse nosso país, são lugares assim, que acabam nos servindo de refúgios.

       Minha Cachoeira sempre Alegre, quase não sofre dessa síndrome de vazio e saudade, pois, em nosso calendário temos a grande Festa do Padroeiro São Sebastião, cuja festividade terá início no dia 14 e se estende até o dia 20 de janeiro. Contudo, não vive hoje, o frenesi que envolvem o Natal e Reveillon. As ruas e bares parecem mais silenciosos, há o cansaço evidente e a suposta ressaca da virada do ano que faz com que muita gente permaneça na cama até mais tarde. Porém, volta-se a atenção para a Novena, presença das Comunidades que nos visitam ao longo desses dias; as Missas Festivas, O leilão de Bezerros, A Procissão com a secular imagem de São Sebastião e o tão aguardado baile com a dupla PAULO JUNIOR & NATHAN.

      

Paz: A cada passagem para um ano novo reiteramos às pessoas com quem nos relacionamos os votos de paz. Não por acaso celebramos o primeiro dia de janeiro como Dia Mundial da Paz. Mas, disso, falei ontem, no Editorial: “Que Ele nos faça instrumentos propagadores, semeadores da Paz”.

 

Amor: Amados leitores, se quisermos ser sinceros, temos de admitir que escrever ou falar sobre o amor é façanha cada vez mais árdua. Corre-se o risco de cair na banalidade, na ambiguidade, no espiritualismo ou até no sentimentalismo. De maneira que os escritores, os pregadores ou até mesmo os cantores do amor não nos convencem mais. Somos forçadamente obrigados a ouvir coisas do tipo: “Não sei se dou na cara dela ou bato em você”!

       É que o amor, apesar de tanta promoção, ainda não passa de um ilustre desconhecido. Dele, ignoramos as fontes, as raízes, a autoria e até o tempo de aparecimento. Ignoramos que ele não nasceu conosco e que não somos nós seus inventores: Ele preexiste e nos precede desde a eternidade. De fato, “nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Deus que nos amou primeiro (João 1, 4-10).

       Na raiz do amor, então, está a liberdade de Deus, que primeiro nos amou e, por isso, nos chamou à existência. Quer dizer que, se não houvesse esse “amor preexistente”, ninguém estaria aqui para contar a história.

       Portanto, o amor que nos precede, é filho da liberdade de Deus. Não era necessário que ele nos amasse e nos lançasse no rio da vida: fez isso livre e gratuitamente. Mas com a condição de que também nós entrássemos no ritmo do amor gratuito, a fim de que a vida adquirisse seu autêntico sentido.

       Com demasiada frequência, porém, cedemos à tentação de atraiçoar o amor que nos precede. Andamos pensando que amar é escolher – e escolher é excluir. Ao contrário, o amor é força que tende para a unicidade e não tolera exclusões.

       Então, revisitando as raízes do amor, chegamos até o verdadeiro Deus. O qual, como é lógico, ama a todos, mas não deixa de ter queda por aqueles que nós costumamos excluir.

       Conclusão: o amor que nos precede e nos acompanha um dia se encarnou e se tornou visível em Jesus Cristo. E hoje, quem deveria encarná-lo e torna-lo visível – a não seu eu e você”?

Fernando M. Ribeiro

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