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September 4, 2019

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SÓ, E TRISTE NO DESERTO DA VIDA

       Na missa de sábado, na matriz São Paulo, Padre Átila em sua homilia falou com muita propriedade das leituras e me chamou muito a atenção o destaque dado à leitura do Evangelho (Lucas 4. 1-13) em que Jesus foi tentado no deserto. Queria ter gravado seu sermão, disse para mim mesmo. Não deu, passou. Ficaram guardadas as palavras provavelmente. Não! Pois, ultimamente, tenho tido enorme dificuldade de gravar na memória esses relatos. Então fiquei a meditar sobre esse evangelho pela manhã dessa segunda-feira. Tomei o livro da Liturgia diária e li novamente, uma, duas ou mais vezes o texto de Lucas... Como eu ia dizendo: eu meditava sobre a passagem em que Jesus era tentado no deserto. E a palavra diz que logo depois de ser batizado e estar cheio do Espírito Santo, Jesus foi levado pelo mesmo Espírito ao deserto, onde permaneceu por 40 dias e foi tentado pelo demônio.

     O deserto é um lugar extremamente árido, onde falta água. O sol é muito forte e não há lugar para se abrigar. À noite, acontecem ventanias, tempestades de areia. As condições são terríveis. O deserto é o lugar da solidão. Ás vezes, a gente sente a sensação de deserto, de solidão; não encontramos saída, não temos aonde segurar, olhamos para todos os lados e não sabemos que direção tomar. Andamos à procura de um oásis. Aí reside o grande perigo, porque deserto também é lugar de miragem, de visões, de ilusões. Na busca desesperada por uma saída, podemos ser enganados e iludidos.

     Só cheios do Espírito Santo teremos força para não ceder às tentações diabólicas. Assim como o Espírito Santo conduziu Jesus para o deserto, o Senhor muitas vezes permite que experimentemos o deserto. Ficamos expostos, vulneráveis. Deparamo-nos com nossas angústias, tristezas, limitações; aliás descobrimos o quanto somos limitados e dependentes. Descobrimos o que realmente somos: NADA! Somos nada e nada podemos sem a graça de Deus.

     Quando entendemos isto, buscamos aquele que é TUDO, o nosso Senhor! O deserto, então é o lugar do encontro com Deus. Rezamos mais, experimentamos o socorro, a graça e a misericórdia do Senhor! Já tive no deserto, já vivi tais experiências. Como um pássaro enfrentei as mais dramáticas tempestades noturnas. Chorei muitas vezes ao longo das estradas das cidades, varei noites derramando lágrimas nas praças, e nos becos escuros do mundo. Tornei-me um caminhante sem endereço. Poucos têm maturidade para entender o drama de alguém que perdeu tudo, ou quase tudo. O ninho do Fernando-poeta desabou.

     Que teoria e que técnica psicológica poderiam arrebatar a esperança no caos? Foi um tempo de dores, de saudades... mas foi um tempo muito rico, rezei mais, sabia que não estava sozinho. Caminhei com Ele. Não disse nada, tampouco Ele, as lágrimas nos aproximaram, chorei sem precisar apresentar minhas credenciais, sem falar de minha história. Ele a conhecia. Experimentei o amor e o consolo do Pai. Não mais me assustam as dificuldades, não temo mais o deserto, porque aí é o lugar do encontro com Deus! Posso dizer que o compreendi sem ouvi-Lo e, Ele me atendeu sem me escutar. Das lágrimas também surgem grandes amizades!.

 

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