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RESPEITÁVEL PÚBLICO: A PRESENÇA DO CIRCO EM CACHOEIRA ALEGRE

March 27, 2020

RESPEITÁVEL PÚBLICO, HOJE É DIA DO CIRCO

       Hoje é comemorado o Dia do Circo. A escolha da data foi em homenagem ao palhaço mundialmente conhecido como Piolim, essa é a data de seu aniversário. O Circo: um espaço levantado por armações desmontáveis, coberto por lona, sendo que na parte interna são montadas arquibancadas, camarotes e, ao centro, o picadeiro. No circo são realizados shows e espetáculos, são apresentados vários números divertidos e impressionantes, como palhaços, acrobatas, equilibristas, contorcionistas, mágicos e etc.

     A escolha da data foi em homenagem ao palhaço Abelardo Silva, que ficou conhecido como Piolim. Ele era filho de circenses e cresceu no meio dessas artes, iniciando sua carreira com contorcionismos e acrobacias. Abelardo participou  de vários espetáculos, mas o que lhe deu o apelido de Piolim foi o contato com artistas espanhóis e que o chamavam de barbante (piolin na língua espanhola), por ser muito magro e ter pernas compridas.O palhaço ficou mundialmente conhecido, recebendo homenagens como exemplo de artista popular pelos criadores da Semana de Arte Moderna, realizada em 1922.

     Os circos surgiram em Roma, no século III a.C, onde aconteciam espetáculos de corridas, lutas entre gladiadores ou desses contra animais, e jogos de ginástica. O mais conhecido era o Circo Máximo, que recebia 150 mil pessoas em um único espetáculo. Os circos sempre se utilizaram de animais para dar mais graça às suas apresentações, porém, estes eram maltratados, castigados e machucados para cumprirem suas tarefas. Hoje em dia, vários circos aboliram esse costume, pois fere os princípios morais dos homens em respeito à natureza.

     Os espetáculos dos circos modernos estão voltados para os desafios do próprio homem, a superação dos limites e outras formas de agradar o público. Dentre os mais famosos estão o Circo Du Solei, canadense, criado em 1984. Os shows promovidos são de pura arte, onde milhares de artistas de todo o mundo se apresentam juntamente com efeitos de luzes, cores e sons.

 

A PRESENÇA DO CIRCO EM CACHOEIRA ALEGRE
     O Circo chegou! Essa era a senha, para que a notícia se espalhasse como rastilho de pólvora. As crianças, principalmente se encarregavam de espalhá-la, mas os jovens também vibravam com a possibilidade de um passeio com a namorada, os adultos faziam planos de também irem ao circo para dar boas gargalhadas, alguns, levavam a família inteira para assistirem a um espetáculo.          Mas ninguém como as crianças, para se deliciarem com a chegada do Circo. A presença de um Parque de Diversões, e Touradas, mas principalmente de um Circo, mudava a rotina da cidade. A divulgação era feita também com o palhaço do circo que à tardinha, saía com as crianças, às ruas para anunciar: “Hoje tem espetáculo! No que as crianças respondiam: “Tem sim, senhor”! Lá na rua do Buraco?, dizia o palhaço. “Tem sim, senhor”! E outras falas tão conhecidas como: “E o palhaço que é”? “É ladrão de mulher”!

     As crianças que acompanhavam o cortejo, eram marcadas com um carimbo, às vezes, recebiam ingressos. Isso lhes valia a entrada gratuita para assistirem gratuitamente o espetáculo. Confesso, para os meus distintos leitores que, o menino que mora em mim, traz consigo, uma certa frustração, pois era seu desejo, participar de todas aquelas apresentações da criançada. A frustração é menor, porque, em duas ocasiões meus pais permitiram que eu participasse daquela alegria que, apesar da timidez do menino, ficaram marcadas para sempre.

     Vários circos passaram por Cachoeira Alegre, e todos trouxeram a alegria de sempre. O palhaço era quase sempre o “carro chefe” da cia. Mas havia as belas mulheres que, em seus maiôs de paetês e lantejoulas, - peça rara em exibição àquela época - se exibiam em números variados. Quem não se lembra do frisson que causava a dançarina Oneida Maciel, que se apresentava com um número de rumba, mexendo com a imaginação de muita gente.

      O Circo Irmãos Maciel era aguardado e se apresentava aqui todos os anos. E tinha público garantido, pois ainda não havia ocorrido o advento da televisão. Quando o aparelho de TV ainda não fazia parte da família cachoeirense, o circo era sempre a atração maior, e gerava comentários dos mais interessantes, Bastava o palhaço anunciar as atrações daquela noite e todos se preparavam para assistirem ao espetáculo.

     Foi também através dos Circos que o cachoeirense teve contato com artistas nacionais de renome: o Trio Parada Dura, no auge da carreira, se apresentou duas vezes em Cachoeira com a formação inicial: Creone, Barrerito e Mangabinha. O radialista Júlio Soares, foi quem os apresentou, e os ingressos esgotaram, evidentemente. Alguns anos depois, já em carreira solo, Barrerito, o cantor das andorinhas regressou a Cachoeira, se apresentando também para um grande público, no palco de Exposições.

      Em tempos ainda mais remotos, também se apresentaram em circos o cantores e galãs da Música Popular Brasileira: Edson Wander, interpretando seus hits de sucesso e Marcio Greick. O primeiro, apesar de longe da mídia, ainda se apresenta no Brasil inteiro. A última vez que o vi, foi em um show no Pavilhão de São Cristóvão, Rio de Janeiro, na conhecida Feira de São Cristóvão, o já tradicional Espaço Cultural Luiz Gonzaga.

     O compositor, cantor e galã de fotonovelas se apresenta em Belo Horizonte, onde recebe os amigos da jovem guarda (velha guarda) em sua casa noturna de grande sucesso, na capital mineira. Marcio Greick é autor de canções de sucesso, gravadas por Roberto Carlos, Zé Ramalho e outros. Ele próprio fez enorme sucesso com os seus hitis: “Impossível acreditar que perdi você”; “O mais importante é o verdadeiro amor”; “O Infinito”; “Aparências” “Eu preciso de você” ... Viva o Circo!

Fernando M. Ribeiro

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