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September 4, 2019

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AFETIVIDADE E COMBATE A VIOLÊNCIA: CONHECER PARA SUPERAR

        Essa semana, no dia 15, celebraremos o Dia Internacional da Família. A garotada está sem aulas, ou pelo menos sem ter que ir à escola, já que alguns estabelecimentos de ensino estão ministrando aulas online. Mas, cogitou-se de retornar as aulas aqui no nosso município. Há quem conteste, há quem proteste, há quem aceite, há quem assuma e há quem fique em cima do muro. Enquanto a turma de azul e branco não sai às ruas, rumo às escolas, vamos fazer uma reflexão sobre Família, Escola e violência. Essa matéria muito lhe ajudará a encontrar parâmetros para direcionar as mais variadas questões que envolvem aluno, professor, pais e escola.

        Família, escola e violência. A violência vivida na Família, vai ser mostrada na Escola, aonde os professores, pais e alunos vão se confrontar, por não “aceitarem regras” e escolas e pais ainda não se definiram sobre qual “pedaço” do aluno-filho pertence a cada um. Assim, o professor, impotente para controlar o comportamento ou desencadear o desejo de aprender em seus alunos, torna-se violento, com aulas perversamente difíceis e com provas punitivas. O aluno, sem desejo de aprender e impotente contra a instituição, agride o professor, o colega e a própria instituição, criando regras informais e fomentando o aparecimento de gangues – que é o sinal social básico da impotência. E os pais, divididos entre o desejo de ver o filho diplomado e de ver a escola como parceira, agridem o filho com castigos e penas, e a escola com queixas contra professores e a organização.

 

A MÍDIA E SUA INFLUÊNCIA NA EDUCAÇÃO

       A função mais importante do educador, pais e professores – é a de mediar a constituição simbólica da criança, fazendo com ela uma parceria para facilitar, promover e motivar a aprendizagem, assim como permitir o aparecimento de um EU que pensa, que deseja, se distingue, que sente. Quando esses adultos, junto com seus filhos e seus alunos se tornam reféns de um jogo, onde a meta da vida é o PRAZER, sem consequências ou sentido, temos a morte do mediador, e com ele morre a possibilidade da criança tornar-se um EU, um sujeito com desejos e pensamentos próprios. O que torna a criança e o adulto reféns de uma “linguagem do prazer”, é o conjunto de mensagens sedutoras, mentirosas e violentas que a mídia joga para dentro das instituições fundamentais de vida: a família e a escola.

       Falando somente de poder e prazer, a mídia constrói, no imaginário dos consumidores, imagens contraditórias. Quem é o bandido e quem é o mocinho). O que é bem e o que é mal). Onde o “belo” toma lugar do “bom”, e o “estético”, destrói o “ético”. Aquele que quebra as regras é aplaudido, o outro que “venceu” na vida sem estudar é supervalorizado, o violento aparece em todas as reportagens, vídeos e capas.

 

AFETIVIDADE: SUA EVOLUÇÃO E SEU PREJUÍZO

       Lembrando que a estruturação da afetividade se dá em fases – oral, anal, fálica, latência, adolescência e genital – e que estas fases têm como condição de realização a presença da educação e do educador, e lembrando que vivemos um momento histórico-social de profunda impotência e enorme violência, é lógico que pensemos que a evolução saudável da afetividade será prejudicada. O prejuízo fundamental é a não evolução psicológica do sujeito de uma fase para outra, evoluindo só fisiologicamente.

       Essa distância que vai aparecer entre a maturidade do corpo e a imaturidade do psiquismo, pode produzir doenças psicológicas profundas, e a maior consequência é o aparecimento da compulsão ao prazer imediato, a impotência para se tornar um EU, e o desencadear de uma ação violenta contra tudo aquilo que não significar prazer.

Dr. Ivan Roberto Capelatto – Psicólogo Clínico e psicoterapeuta

 

 

 

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