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September 4, 2019

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MARIA: AS MINHAS FLORES TORNARAM-SE FRUTOS DE GLÓRIA E DE RIQUEZA

        Maio é um mês especial, além de celebrarmos o Dia das Mães, no segundo domingo, a Igreja Católica, dedica o mês à Maria, Mãe de Deus e nossa. Você sabe por que). A primeira referência sobre o mês mariano é da Idade Média, com as Cantigas de Santa Maria, de Afonso X (1221-1284), rei de Castela e León. Ele cantava a abundância dos bens que o mês de maio trazia com a chegada da primavera na Europa. O rei cristão, convidava a invocar Maria, para que as bênçãos materiais e espirituais fossem ainda maiores (Dicionário de Mariologia, Paulus, 1995, p. 887). No paganismo antigo, neste mês, se honrava a deusa da vegetação “Flora Mater”. Porém, quem merece ser venerada por todas as gerações é Maria, Imaculada, Mãe do Filho de Deus! (Lucas 1,48).

       Em 13 de Maio, época da I Guerra Mundial, a Santíssima Virgem se manifesta ao mundo, através de três humildes partorzinhos: Lúcia, Jacinto e Francisco. Eles viviam em Fátima, Portugal. Nas suas aparições, Maria convidava todos a rezar diariamente o Terço, pedindo pela paz do mundo e pela conversão dos pecadores. Pio VII foi o primeiro a conferir indulgências especiais no mês de maio, em 1815, e seus sucessores confirmaram essa devoção Mariana. O Papa Leão XIII, assim se expressou na Encíclica “Augustíssima Virgem Maria”, de 1897: “Depois de havermos dedicado a esta divina Mãe, o mês de maio com os dons das nossas flores, consagramos-lhe também, com afeto de singular piedade, o mês de outubro, que é mês dos frutos. De feito, parece justo dedicar estes dois meses do ano àquela que disse de si: “As minhas flores tornaram-se frutos de glória e de riqueza”. (Eclesiástico 24,23).

       Os Santos também souberam honrar Maria no mês de maio. Em seu Diário Espiritual, Santa Faustina Kowalska, se propunha, em 1937, colocar uma flor aos pés de Nossa Senhora com a prática da mansidão. “Ao aproximar-se o mês de maio, consagrado a Maria Santíssima pela piedade dos fiéis, o nosso espírito se exulta ao pensar no espetáculo comovente de fé e de amor que, dentro em breve será oferecido em todas as partes da terra, em honra da Rainha do Céu. Na verdade, é um mês em que, nos templos e entre as paredes domésticas, sobe dos corações dos cristãos até Maria, a homenagem mais ardente e afetuosa da prece e da veneração. E é também o mês, em que mais copiosos e abundantes descem até nós, de seu trono, os dons da misericórdia divina.

       Com estas palavras, o Papa Paulo VI inicia sua Encíclica “Mense Maio” (mês de maio), de 1965, dedicada a Nossa Senhora. No documento, Paulo VI nos mostra como Maria é caminho seguro que nos leva a Cristo: “Muito nos agrada e consola este piedoso exercício, tão honroso para a Virgem, tão rico de frutos espirituais para o povo cristão. Maria é sempre caminho que leva a Cristo. Nenhum encontro com Ela pode deixar de ser encontro com o próprio Cristo”.

       A Encíclica é um convite dirigido a todos os cristãos. Devemos rezar com mais intensidade no mês de maio, pedindo a intercessão de Maria, uma vez que nossa súplica encontra mais fácil acesso ao Coração Misericordioso da Virgem durante esse mês. E o apelo do Papa é atualíssimo: “Se consideramos as necessidades presentes da Igreja e as condições em que se encontra a paz no mundo, temos sérios motivos de crer que a hora atual tem especial gravidade, e mais do que nunca urge dirigir a todo povo cristão um apelo para que se forme um coro de orações”.

       Através da Encíclica, o Papa Paulo Vi pedia pelo êxito do Concílio Vaticano II (1962-1965). A reunião dos bispos terminava e dava início a um novo capítulo da História da Igreja, que vivemos até o dia de hoje. Muitas ideias e propostas ainda precisam ser implantadas em nossas Comunidades. Sabiamente, o Papa também pedia pela Paz no Mundo, que vivia o período da guerra fria, uma disputa entre as grandes potências militares da época, Estados Unidos e Rússia. “Isto faz que os habitantes de Nações inteiras estejam sujeitos a sofrimentos indizíveis, causados por agitações, guerrilhas e ações bélicas, que se vão sempre estendendo e intensificando, e poderão se constituir de um momento para o outro, a centelha de novo conflito pavoroso”. Dizia Paulo VI.

       O mundo de hoje não está tão diferente em relação aos conflitos entre países. Não corremos o risco de uma guerra mundial, mas os conflitos, ainda que pequenos, a crise econômica em vários países ao mesmo tempo e a ameaça constante de terrorismo, deixa uma sensação de insegurança e temor. Porém, o Santo Padre nos lembra, em sua carta dirigida também ao mundo de hoje, que a paz é um dom de Deus, e que devemos pedi-la por intercessão da Rainha da Paz: “Mas a paz, veneráveis irmãos, não é pura consequência de esforços humanos, é também, e sobretudo, dom de Deus.

      A paz desce do Céu e reinará de verdade entre os homens, quando chegarmos a merecer que ela nos seja concedida pelo Deus Onipontente, que tem em Suas mãos, tanto a felicidade e a sorte dos povos como os corações dos homens. Por isso, nós, com a oração continuaremos a procurar conseguir este bem insuperável; com a oração constante e vigilante, como sempre fez a Igreja desde os primeiros tempos; com a oração que recorrerá de modo particular a intercessão e proteção da Virgem Maria, Rainha da Paz”.

       O Papa Paulo VI termina a Encíclica “Mense Maio” fazendo um apelo à oração do Santo Rosário. Este documento não tem prazo de validade e deve atingir nossos corações nos dias de hoje. O mundo precisa de paz e nosso apelo precisa chegar ao coração da Mãe da Misericórdia. Neste mês, que a Igreja sabiamente dedica a Nossa Senhora, reúna a sua família, seus parentes, amigos, seus vizinhos e reze o Santo Rosário pedindo a paz em nossas famílias, em nossa comunidade, em nossa cidade, em nosso estado, país, continente, e em todo o mundo. Peça também, pela Santa Igreja de Cristo, para que as inspirações sopradas pelo Espírito santo no Concílio Vaticano II sejam implantadas na Igreja, para o bem do povo de Deus.

Cassio Abreu – Escritor e Coordenador de Comunicação

      

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